No amor, há duas faces fatais,
que o torna, que o faz
ser irônico sem par:
Ou é cedo demais pra esquecer,
ou é tarde demais pra lembrar.
Abstratos somos todos, inclusive para nós mesmos. Sim, somos! Cada um nos enxerga de uma perspectiva diferente e assim pensam, e pensamos, nos decifrar. Conhecemo-nos? Quem nos conhece? Vemos, decerto, estas molduras que nos cercam, às vezes gastas ou disformes, às vezes altivas e reluzentes, mas a essência delas nos é negada. Eu penso que o essencial é o olhar, é o que nos resta, se a pintura é abstrata.